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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

28- Absorção dos produtos finais de glicação avançada (AGEs) dietéticos na contribuição do pool endógeno

Resumo do trabalho do Congresso Acadêmico 2010, FANUT/UFAL:
Título:
Absorção dos produtos finais de glicação avançada (AGEs) dietéticos na contribuição do pool endógeno.
Introdução


A interferência dos AGEs dietéticos presentes nos alimentos na fisiologia humana foi ignorada por muito tempo, devido à suposição de que sua absorção intestinal seria negligenciável. Constituindo um grupo heterogêneo de substâncias, produzidas por glicação e oxidação in vivo e in vitro, os AGEs são resultantes da reação não enzimática de compostos dicarbonilos, vindos do estresse oxidativo, da reação de Maillard e do metabolismo (glicólise), com a amina de aminoácidos, proteínas ou ácidos nucléicos, formados no meio intra e extracelulares do organismo humano e nos adutos de glicação dietéticos. O foco das pesquisas sobre AGEs tem sido dirigida aos seus efeitos in vivo, onde eles estão associados com o envelhecimento e as doenças crônicas, tais como, Alzheimer, Aterosclerose e as complicações do diabetes. Os AGEs provocam ligações cruzadas com as proteínas, principalmente de meia vida longa, modificando suas funções e provocando a formação de mediadores inflamatórios através do seu acoplamento ao receptor (RAGE). O pool endógeno reflete o balanço cinético correspondente entre a formação endógena, ingestão dietética, excreção e eliminação através de sistemas especializados. Logo, faz-se necessário, analisar a influência da alimentação na contribuição do pool endógeno de AGEs.

Metodologia

A revisão de literatura foi realizada em artigos científicos, publicados nos últimos quinze anos, nos Bancos de Dados Medline, PUBMed, Periódicos CAPES, ScienceDirect e SciELO. As palavras-chave selecionadas para a pesquisa incluíram advanced glycation endproducts, Maillard reaction, glycoxidation, glycotoxins, absorption, adducts glycation. Foram utilizados artigos de revisão, ensaios clínicos (estudos de coorte e caso-controle) e experimentais, que trataram dos mecanismos de formação e ação de AGEs, considerando, ainda, os AGEs potencialmente presentes na alimentação e sua repercussão para o desenvolvimento e complicações das doenças crônicas.

Resultados

A absorção de AGEs tem sido estimada entre 10 e 30%, mas a pirralina e a pentosidina são bem absorvidas. As informações disponíveis referem-se a alguns AGEs mensuráveis; supõem-se a existência de um número maior de AGEs, devido à sua permanente recombinação. A real quantidade absorvida pode ultrapassar os valores obtidos. Atravessam a parede intestinal como aminoácidos glicados ou adutos de glicação livres, peptideos de rearranjo de Amadori (pré-AGEs); o transporte através do epitélio intestinal é baixo e ocorre através de simples difusão; degradados a partir da proteólise extracelular ou por células scavengers, como os macrófagos teciduais, excretados rapidamente em função renal normal. A partir da geração de radicais livres, da formação de ligações cruzadas com proteínas da matriz extracelular ou de interações com receptores celulares específicos (RAGE), os AGEs provocam estresse oxidativo, alterações morfofuncionais e aumento da expressão de mediadores inflamatórios. Correlações positivas foram registradas entre a dieta ocidental e marcadores inflamatórios plasmáticos de proteína C-reativa, TNF-a, IL-6, E-selectina, ICAM-1. A dieta é considerada, atualmente, importante fonte exógena de AGEs, na contribuição do pool endógeno no organismo.

Conclusões

Os AGEs dietéticos são absorvidos como aminoácidos glicados, adutos de glicação livres e peptideos de rearranjo de Amadori, que se somam aos produzidos no organismo, contribuindo na formação do pool endógeno, influenciando os níveis plasmáticos de marcadores inflamatórios e estresse oxidativo. Recomenda-se o consumo de alimentos antioxidantes e evitar dietas com alto teor em gorduras, alimentos aquecidos a temperaturas elevadas (acima de 120°C) e/ou expostos a oxidação por longo tempo.

Palavras chave: Produtos de glicação avançada, Absorção de produtos de Amadori, Pool endógeno de AGEs


APRESENTADOR - LUCILENE VIANA DOS SA NTOS
AUTOR - CARLOS EDUARDO DA SILVA PACHÊCO
AUTOR - PATRÍCIA DE MENEZES MARINHO
ORIENTADORA - Profª LUCI TOJAL E SEARA

Universidade Federal de Algoas - UFAL
Núcleo de Tecnologia da Informação - NTI
Congresso Acadêmico UFAL 2010

27- Contribuição dos AGEs dietéticos no desenvolvimento da aterosclerose e atuação de anti-glicantes naturais

Resumo do trabalho do Congresso Acadêmico 2010, FANUT/UFAL:
Título:

Contribuição dos AGEs dietéticos no desenvolvimento da aterosclerose e atuação de anti-glicantes naturais
Introdução

As glicotoxinas/AGEs, do inglês advanced glycation end products são formados no organismo e no alimento, principal fonte exógena. Sua absorção da dieta constitui polêmica no meio científico atual, com valores iguais e/ou maiores que 10% de absorção. Quando na circulação, os AGEs glicam proteínas da parede vascular e do sangue, promovem a geração de espécies reativas de oxigênio/estresse oxidativo e a resposta inflamatória, eventos dependentes ou não de RAGE – receptor para AGEs. Estimulando a disfunção endotelial e a aterosclerose, de acordo com a cronicidade desse processo, facilitando o agravamento de eventos cardiovasculares como o infarto agudo do miocárdio.
Considerando a associação entre AGEs e diversos processos patológicos, anti-glicantes naturais surgem para minimizar sua formação e consequente acúmulo e atuação no organismo, fornecendo potencial preventivo e terapêutico para doenças crônicas e suas complicações. Anti-glicantes naturais incluem substâncias naturalmente presentes em alimentos, nutrientes ou não, e extratos herbais. Atuam inibindo a formação e progressão dos produtos de Amadori a AGEs, reduzindo o estresse oxidativo, ligando-se e detoxificando intermediários dicarbonílicos.

Metodologia

A revisão de literatura foi realizada com base em periódicos nacionais e internacionais, nas Bases de Dados Medline, PUBMed, Periódicos CAPES, ScienceDirect e SciELO. As palavras-chave selecionadas para a pesquisa incluíram chronical diseases, atherosclerosis, cardiovascular disease, advanced glycation endproducts, glycation, glycoxidation, glycotoxins, anti-glycation e herbal extracts agrupadas de maneiras diversas para otimizar a busca. Foram considerados estudos publicados nas línguas inglesa, espanhola, francesa e portuguesa, compreendendo artigos de revisão, ensaios clínicos (estudos de coorte e caso-controle) e experimentais, que trataram dos mecanismos de formação e ação de AGEs, sua repercussão para o desenvolvimento de DCNTs e particularmente doenças cardiovasculares como a aterosclerose, e as perspectivas de terapias anti-glicantes naturais através de extratos herbais, antioxidantes e alimentos funcionais.

Resultados

Os estudos consultados mostram fortes evidências de associação entre o pool endógeno de AGEs e a disfunção endotelial, sugerindo-o como fator causal para a instalação de doenças como a aterosclerose e apresentando seus possíveis mecanismos fisiopatólogicos. Além disso, as evidências conduzem para estratégias anti-glicantes através de substâncias presentes em alimentos que são capazes de minimizar os efeitos deletérios dos AGEs sobre o organismo, tornando-se uma estratégia adjuvante para prevenção e tratamento de inúmeras doenças, incluindo as doenças cardiovasculares e suas complicações.

Conclusões

Assim, estratégias que diminuem o efeito deletério dos AGEs sobre a saúde humana, tais como redução da ingestão de AGEs dietéticos e aumento do consumo de antioxidantes e/ou anti-glicantes precisam ser consideradas para aumentar os benefícios da terapias nutricionais relativas a doenças crônicas associadas ao estresse oxidativo e a inflamação tais como a aterosclerose e suas complicações.


AUTOR -ROSE CAROLINNE CORREIA DA SILVA
APRESENTADOR - ELISA BATISTA OLIVEIRA E SILVA
ORIENTADORA - Profª LUCI TOJAL E SEARA


Palavras chave : glycation, anti-glycation, atherosclerosis

Universidade Federal de Algoas - UFAL
Núcleo de Tecnologia da Informação - NTI
Congresso Acadêmico UFAL 2010